Canário - Incubação

A incubação é de 13 a 16 dias e nesse período é conveniente que o ambiente seja tranquilo e que as manipulações na gaiola sejam rápidas e cuidadosas, evitando-se perturbar a canária, que pode abandonar o ninhos ao ficar estressada por um ou outro motivo.
Durante a incubação os ovos perdem água através da casca que é porosa e permite também intercâmbio dos gases necessários para a vida do embrião. Nesse processo de "respiração do ovo" o vapor da água expelido deve ser reposto.
Daí a necessidade, nesse período, de umidade relativa do ar mais elevada. As canárias por instinto regulam a umidade molhando suas penas, sendo conveniente colocar banheiras, particularmente ao final da incubação (3-4 dias antes do final) momento em que os ovos necessitam de maior umidade e menor temperatura para que os estímulos de eclosão sejam eficazes e os filhotes possam romper facilmente a casca (70-90% de umidade). Se a fêmea não se banha é conveniente pulverizar os ninhos com água.
Em períodos de baixa umidade pode-se colocar uma esponja úmida no fundo da gaiola, embaixo do ninho. Durante a incubação pode-se fazer o diagnóstico da fertilidade dos ovos a partir do 5° ou 6° dia, examinando-os por transparência através de um foco de luz e comprovando a existência do complexo embrionário.
Para isso utiliza-se um "ovoscópio" que consiste numa caixa contendo uma lâmpada no interior e um orifício sobre o qual se coloca o ovo. Ao se observar o ovo não fecundado, a gema é perfeitamente distinguida, enquanto nos ovos fecundados, a partir do 3° ou 4° dia da incubação já não se distingue a gema, como se ela estivesse misturada com a clara.
Segundo Perez e Perez (Bases biológicas Y de aplicacion prática de la canaricultura), os ovos abortados constituem perigo pelas emanações que produzem, sobre os ovos normais, podendo estar a causa de fracasso da incubação.
Por essa razão, esse autor recomenda a ovoscopia em dois períodos, aos 5-6 dias para descobrir ovos infecundados e aos 10-11 dias para eliminar os embriões mortos.